Quando o Miguel vem aqui, quando ele chega, é como se a minha avó Julieta e todos os seus parentes,
ses irmãos, suas irmãs, e os respectivos cônjuges, `chegassem todos aqui para me ver, me visitar, conversar comigo. Minha avó, miha Tia Mafalda,que eu chamava de tia fadinha, a Tia Paulina, todos os
filhos dela ( que eram e são gente tão bacaninha), enfim, todos, vindos do Além, claro, chegassem aqui em casa, rindo, falando com sotaque "do Brás", brincando e me fazendo festas. Eu acho que é mais ou menos, porque quando eu conheci o Miguel, ele me fez muito lembrar de minha querida avó, talvez porque ele tenha vivido no mesmo quase que exato contexto sócio- cultural antropo-psicológico. Deu pra entender? O mesmo jeito de falar ( errado, muitas vezes, mas era porisso mesmo), a quase que mesma mímica facial, os mesmos valores... Que engraçado! Talvez por isso eu tenha sentido uma ternura mto grande por ele, quando o conheci. Ele, assim como minh avó, eram descendentes diretos de europeus pobres, ela de italianos, ele de espanhóis. Isso tudo, agora, me faz perceber que eles viveram meio que em tempos iguais, não sei se entendem. Em contextos iguais, melhor dizendo, porque os tempos não foram os mesmos, claro. Minha avó, se estivesse viva, faria neste ano 113 anos. Difícil alguém viver até essa idade, claro. Bom, mas para mim, é como se toda a família dela e ela também, estivessem aqui, então todo aquele calor humano, toda aquela alegria, todo aquele aconchego que eles me transmitiam quando eu era criança, voltam, como por encanto! Quase volto a ser aquela menina triste do Brás.
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